segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rodeio, um esporte cruel


Apesar da origem norte-americana, até mesmo por lá esta prática não tem sido considerada cultural, havendo, inclusive, cerca de 15 cidades que já proíbem essas práticas em seu território, entre elas Fort Wayne (Indiana) e Pasadena (Califórnia). Aqui no Brasil, diferentemente do que dito por muitos, a prática do rodeio nada tem de cultural, tratando-se de uma cópia do modelo norte-americano.
Os animais utilizados nas práticas de rodeios sofrem flagrantes maus-tratos, podendo-se rebater facilmente qualquer argumentação contrária, tendo-se em vista que existem diversos laudos oficiais atestando o sofrimento e maus-tratos aos animais utilizados em variadas práticas, destacando-se os laudos emitidos pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro.
Aparentemente, o boi “bravo” está lutando para não ser montado. Mas a realidade é que a maior parte dos bovinos e equinos utilizados nos eventos são animais pacíficos. As reações de saltar e corcovear se devem ao uso de instrumentos que comprimem regiões sensíveis, como a virilha e os órgãos genitais do animal, fazendo-o se debater na tentativa de se livrar do “equipamento”. Um dos mais utilizados é o sédem: espécie de cinta que é amarrada na virilha e apertada com força minutos antes do animal entrar na arena, causando muita dor. Também são utilizadas esporas e outros objetos pontiagudos sob a sela, substâncias abrasivas (como pimenta e terebintina) são colocadas no corpo do animal para que ele fique irritado e salte, choques elétricos e mecânicos também são aplicados aos animais que estão no brete para aumentar o estresse e gerar agressividade. Os que defendem a prática costumam alegar que o animal “trabalha” apenas 8 segundos (tempo em que o peão deve permanecer montado). Porém, os treinos também são feitos com os equipamentos, e há relatos de peões que treinam de 6 a 8 horas por dia!

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